Editorial01/11/2011
Conectividade Coletiva X Social
As redes sociais e a mobilidade
Conectividade coletiva x social
Todo tipo de grupo, comunidade, sociedade é fruto de uma árdua e constante negociação entre preferências (Arrow, 1970).
Como estamos unidos/conectados a um número cada vez maior de pessoas, que cresce a cada dia, saímos para conversar com Walter Mancini (o fundador do primeiro restaurante da rede Familia Mancini), que ainda utiliza a boa e velha conversa olho no olho – que, na verdade, nada mais é do que uma conexão social dos anos que antecederam a internet –, para descobrirmos que a história da Rua Avanhandava agora será preservada, independente de arquivos digitais e graças a uma ação individual em prol da coletividade. A rua que tem história ganhou ares europeus e foi reformulada em 2007. História, também, tem a Sidra Cereser, que chega aos 85 anos renovada.
E como hoje temos a oportunidade de divulgar melhor as atividades coletivas, a forma como comportamentos e ideias se propagam, a equipe da Marketing navegou por algumas marcas das redes sociais, rodou pelas feiras de transportes mais importantes da América Latina e transitou por diferentes ações de marketing no ramo da construção. Além de localizar e questionar os ‘clubes de amostras grátis’ que, mais tímidos, também se reinventam a cada temporada, acabamos ancorando no novo ambiente comunicacional, multimiádito, que está alterando um modelo que por muito tempo norteou a comunicação de massa: o marketing mobile.
Além de ter acesso a um número de informações de forma rápida e diversificada, a mobilidade passa ter a capacidade de produzir e disponibilizar informações nas redes, como uma importante ferramenta para as marcas. E como utilizá-la pode gerar dividendos, vale lembrar que, sozinha, nenhuma ferramenta faz milagres. É preciso planejar toda uma ‘cadeia’ logística, com atendimento adequado, estoque, transporte, um auxílio pós-venda, que atendam de forma eficiente os clientes virtuais que se formam na mesma velocidade que a internet.
A comunicação digital já deixou há muito tempo de ser uma forma de conversação fria, sem emoção ou irreal, como bem disse Pierry Levy. De certa maneira é assim que funciona o marketing de boca, repaginado para o século XXI, até que surja novamente algo inovador.
Sonia NAscimento Diretora Interina









