Editorial01/11/2011

Conectividade Coletiva X Social

As redes sociais e a mobilidade

 Conectividade coletiva x social

 

Todo tipo de grupo, comunidade, sociedade é fruto de uma árdua e constante negociação entre preferências (Arrow, 1970).

 No jogo das preferências individuais, assuntos como "inteligência emergente" (Steven Johnson), "cérebro global" (Francis Heylighen), "redes inteligentes" (Albert Barabasi), "inteligência conectiva" (Derrick de Kerckhove), "coletivos inteligentes" (Howard Rheingold), "sociedade da mente" (Marvin Minsk) e  "inteligência coletiva" (Pierre Lévy) estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia através das redes sociais e da mobilidade. Este fenômeno, que nos deixa conectados pelo menos 12 horas do dia, é o assunto principal de nossa atual edição da revista Marketing

Como estamos unidos/conectados a um número cada vez maior de pessoas, que cresce a cada dia, saímos para conversar com Walter Mancini (o fundador do primeiro restaurante da rede Familia Mancini), que ainda utiliza a boa e velha conversa olho no olho – que, na verdade, nada mais é do que uma conexão social dos anos que antecederam a internet –, para descobrirmos que a história da Rua Avanhandava agora será preservada, independente de arquivos digitais e graças a uma ação individual em prol da coletividade. A rua que tem história ganhou ares europeus e foi reformulada em 2007. História, também, tem a Sidra Cereser, que chega aos 85 anos renovada. 

E como hoje temos a oportunidade de divulgar melhor as atividades coletivas, a forma como comportamentos e ideias se propagam, a equipe da Marketing navegou por algumas marcas das redes sociais, rodou pelas feiras de transportes mais importantes da América Latina e transitou por diferentes ações de marketing no ramo da construção. Além de  localizar e questionar os ‘clubes de amostras grátis’ que, mais tímidos, também se reinventam a cada temporada, acabamos ancorando no novo ambiente comunicacional, multimiádito, que está alterando um modelo que por muito tempo norteou a comunicação de massa: o marketing mobile.

Além de ter acesso a um número de informações de forma rápida e diversificada, a mobilidade passa ter a capacidade de produzir e disponibilizar informações nas redes, como uma importante ferramenta para as marcas. E como utilizá-la pode gerar dividendos, vale lembrar que, sozinha, nenhuma ferramenta faz milagres. É preciso planejar toda uma ‘cadeia’ logística, com atendimento adequado, estoque, transporte, um auxílio pós-venda, que atendam de forma eficiente os clientes virtuais que se formam na mesma velocidade que a internet.

A comunicação digital já deixou há muito tempo de ser uma forma de conversação fria, sem emoção ou irreal, como bem disse Pierry Levy. De certa maneira é assim que funciona o marketing de boca, repaginado para o século XXI, até que surja novamente algo inovador.

 

Sonia NAscimento Diretora Interina 

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