Opinião01/06/2012
A imagem e o desejo de consumo
A gerente de mídias digitais da Universidade Cruzeiro do Sul, fala sobre a nova rede social Printerest
Stephania Fincatti
A imagem e o desejo de consumo
Um mural online onde você pode organizar e compartilhar as imagens que encontrar pela web. Com um conceito um tanto ingênuo e simples, o Pinterest está atraindo as atenções de usuários e investidores. Lançado em março de 2010, já é a terceira rede social mais popular nos Estados Unidos, alcançando, em fevereiro, 104 milhões de visitas, atrás apenas do Facebook (7 bilhões) e do Twitter (182 milhões).
É fácil explicar as razões desse crescimento: sua essência é compartilhar as coisas belas, gostosas e agradáveis da vida por meio de mecanismos simples. Moda, estilo de vida, fotografia, decoração, artes, gastronomia, arquitetura, música e alimentação são temas facilmente inseridos no seu mural ou compartilhados através de botões como “pins” e “curtir” em suas páginas.
A profusão de assuntos interessantes e de afinidades com as mulheres faz com que 70% da audiência do site seja feminina. Mas antes que alguns desavisados pensem que a rede não passa de uma plataforma simples para reunir o “clube da luluzinha”, vale destacar que existem aí grandes oportunidades para marcas e empresas. Quem se adiantar e der atenção à sua mecânica pode sair na frente na criação de um diferencial para seus produtos.
Imagem é tudo na venda de um produto e na criação de desejo de consumo. De olho nesse potencial, empresas americanas estão utilizando o canal para expor e vender seus produtos, algo como uma “loja virtual” que direciona os acessos para seus respectivos sites. Uma pesquisa feita pelo PriceGrabber, com 4.851 consumidores online norte-americanos, entre 13 e 26 de março deste ano, mostrou que o Pinterest não apenas tem gerado tráfego de referência para varejistas online como também tem influenciado na decisão de compra: 21% dos usuários da rede social já compraram um produto que conheceram por meio das imagens compartilhadas. Entre os produtos mais adquiridos, 33% estão relacionados a alimentos e cozinha, 32% à moda e vestuário, 30% à casa e decoração, e 26% a artes.
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